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Asus PhysX P1

Introdução

Física... não, não é a disciplina da escola que os nossos estudantes mais odeiam em conjunto com a Matemática. Falo sim, das leis da física, que estão inerentes a todos os objectos da realidade. Por exemplo, nós só nos podemos movimentar devido à acção da força da gravidade exercida sobre o chão, caso contrário não sairíamos do mesmo sitio. Também só conseguiríamos parar um carro se os travões fornecessem uma força que contrariasse o movimento do carro, ou seja que contrariasse a energia cinética do mesmo (energia cinética essa que se deve à forca exercida pelo motor, que por sua vez é transmitida ao eixo do carro e assim aos pneus de borracha). A Terra move-se à volta do Sol devido à força de atracção que o mesmo efectua sobre a Terra. A bola rematada pelo jogador irá ou não entrar na baliza se a posição de contacto com o pé do jogador for a certa, que combinada com a aceleração aplicada na bola determinará a trajectória. OK, já deu para perceber que a Física, ou melhor as leis da física está presente em tudo o que fazemos. Então se os jogos se poderem parecer com a vida real, teríamos uma experiência ainda mais satisfatória do jogo que tivéssemos a jogar. É essa a intenção desta placa da Ageia, processar a Física dos jogos, tirando o trabalho do CPU. Mas será que é uma boa aposta ou será apenas mais uma placa geradora de calor e consumidora de energia? É o que veremos neste sample aqui fornecido pela Asus.

Tecnologia

A Ageia Technologies foi fundada em 2002 e tem trabalhado durante muito tempo num co-processador com o intuito de processar cálculos de modelos físicos que possam ser usados em jogos. A filosofia do co-processador PhysX é demonstrado na imagem indica abaixo.

Como se pode ver, esta é a filosofia da Ageia: o "Power Triangle". Resumindo o CPU pensa e coordena a informação, o GPU renderiza e mostra-o no ecrã e o PPU (nome para este novo co-processador - Physics Processing Unit) calcula as transformações efectuadas pela interacção do jogador no jogo em si. Um bom exemplo disso é usar a demo que esta placa traz.

OK, são só cubos mas com isto podemos realmente comprovar o que esta placa poderá fazer. Normalmente se isto fosse imagens pré-renderizadas, de cada vez que lançássemos algo contra esta pilha de cubos os mesmos iriam cair da mesma forma.

Primeiro lançamento, até aqui nada de novo. É um simples derrube de uma pilha de cubos, nada de muito espectacular.

Depois de reposto novamente a pilha, volta-se a atirar a bola, mas a disposição dos cubos já é diferente. Todas estas transformações foram efectuadas pela PPU e não pelo CPU. O PPU é para além do hardware tem também uma componente de software que comunica com o hardware. É essa componente que os jogos e quaisquer programas podem implementar para que sejam suportados pelo PPU da Ageia. Neste momento devem estar-se a perguntar: "Então o CPU não pode fazer isto? Para que é necessário uma placa Ageia no sistema que realiza o trabalho já há muito feito pelo CPU?".

Sim pode, ainda mais se pensarmos que os dual core andam por aí e se estão a tornar o novo "Must Have". É fácil para uma equipa de desenvolvimento programar um jogo de forma a usar um dos cores do CPU para o processamento do jogo em si e, outro para os cálculos matemáticos exigidos pela unidade de física implementada. O problema é que para isso acontecer, é necessário muita programação paralela (como o cálculo de fluidos) que iriam fazer essa performance descer. Dai a solução por hardware utilizada pela Ageia. Um facto importante, é que a própria Nvidia e a ATI já vieram a público dizer que os seus chips gráficos suportam também o processamento de cálculos matemáticos para serem usados na física das aplicações que o exijam.



Actualizado em ( 09-Ago-2007 )
 

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